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O que são os media independentes?

Media independentes... o que são?

A designação de “media independentes” não tem que ver com a isenção dos jornalistas, mas com quem controla o órgão de comunicação social.

Entende-se por órgão independente aquele em que é a própria redacção a controlar o meio e os direitos de publicação do título. Assim, a definição de média independentes tem quer ver com o título e não com o trabalho dos jornalistas, que se pressupõe que seja isento e independente de terceiros.

Em Portugal, os grandes e principais órgãos de comunicação social são detidos directa ou indirectamente por poderes económicos e políticos com interesses bem vincados. Nos últimos anos, têm nascido em Portugal diferentes publicações independentes que procuram contrariar essa tendência e estabelecer uma alternativa no panorama mediático nacional.

Esses meios – independentes porque são controlados exclusivamente pelas próprias redacções – têm vindo a fazer um trabalho muitas vezes excepcional de jornalismo, destacando narrativas, vozes e histórias que não aparecem nos média tradicionais. Contribuem para um meio democrático mais plural e sobrevivem com poucos fundos, porque o sistema económico e regulatório não está desenhado para eles.

Liberdade

porque não dependem de grupos económicos, accionistas ou outros poderes para subsistirem

Transparência

porque se o jornalismo quer ser sustentado pelas pessoas, tem de as deixar fazer parte dele

Comunidade

porque o jornalismo deve ser feito em conjunto com o público, ouvindo e envolvendo-o nos conteúdos

As dúvidas

Os media independentes não se acham melhores que os outros. São diferentes porque respondem apenas às preocupações e motivações das pessoas que compõem a sua redacção, num diálogo constante e aceso com a comunidade que os segue. Organizam-se em estruturas horizontais que permitem o envolvimento de toda a equipa nas decisões, num espírito de cooperação e criatividade.

Exemplos internacionais

Existem vários casos de estudo ou de sucesso de imprensa independente noutros países. Espanha, por exemplo, tem um mercado muito dinâmico, com projectos como o Publico, o CTXT ou o Nueva Sociedad. Em França há uma Comissão de Media Independentes. Em Itália encontramos o Inpiu ou o Ytali.  No Brasil, a Agência Pública traça um mapa dos projectos de comunicação social existentes no país.

Curadoria

O portal MediaIndependentes.pt surge em Setembro de 2020 com curadoria de Mário Rui André, 27 anos, co-fundador do Shifter. A partir da sua experiência na criação e estabelecimento de um media independente em Portugal, o Mário dá o pontapé de saída neste portal que está agora à disposição e ao serviço da comunidade. O MediaIndependentes.pt é de todos, não de ninguém.

Qualquer mensagem, feedback ou “candidaturas” de novos curadores podem ser enviados para mail@mediaindependentes.pt. Até já!